Regresso a Portugal e medo de aviões

Depois de quase 4 meses posso dizer que já regressei a Portugal!

Esta viagem foi um pouco cansativa e ainda me sinto a recuperar energias. Devido à diferença horária (+7h do que em Portugal) nós tínhamos de trabalhar durante o período noturno e acabávamos por conseguir dormir já pelas 6h/7h da manhã… No último dia deitamo-nos pelas 6h30 e planeámos acordar pelas 8h30/9h, de modo a ser possível realizar todas as últimas tarefas. Resultado: nenhum de nós ouviu o despertador e acordamos já depois das 11h. Foi uma corrida contra o tempo! No momento do checkout da casa ainda estavam malas por fazer e já se aproximava a hora que tínhamos combinado com o taxista.

Os donos da casa e o taxista foram muito atenciosos e esperaram cerca de 1h por nós. Já no táxi só sentíamos uma enorme dor de cabeça e as pálpebras a quererem fechar, mas por outro lado estávamos tão preocupados com o trânsito e com o facto do taxista estar a parar constantemente para perguntar o caminho, que se tornava impossível relaxar sequer 5 minutos. Chegámos ao aeroporto e ainda tínhamos bastante tempo, até porque já tínhamos feito o check-in online. Ainda trocámos uns baht (dinheiro tailandês) que nos sobraram por euros e estávamos prontos para embarcar.

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O primeiro voo durou cerca de 10h. Foi uma viagem muito tranquila. Desta vez escolhemos lugares na asa, pois acabam por ser aqueles em que a turbulência se sente menos. E confesso que odeio turbulência. Sempre adorei viajar de avião sem medos, até porque já fui e vim para a Tailândia sozinha, mas parece que ultimamente andava numa fase de muitos medos e inseguranças e andar de avião deixou de ser algo divertido, para se tornar num pesadelo. Curiosamente, desta vez senti-me calma desde o início. Penso que essa fase negra já tenha terminado. Nesta viagem já não precisei de asfixiar a mão do Artur (ele agradece) nem de respirar fundo 20x. Caso não se sintam bem com a turbulência e queiram uma viajem mais tranquila aconselho a escolherem os lugares mais próximos da asa.

No primeiro voo fomos num avião grande de 3 filas e viajámos durante a noite. Ficámos numa fila que só tem assentos de 2 lugares. Apesar de haver um bocadinho mais privacidade por não termos ninguém ao lado, dormir não foi assim tão fácil. Eu estava vestida e com a manta que disponibilizam no voo, mas mesmo assim estava a tremer de frio. Adormeci várias vezes, mas acordava de novo para trocar de posição.

Mais uma vez escolhi a minha refeição como estritamente vegetariana (isenta de qualquer proteína animal), porque para além de gostar muito de fazer refeições assim, sinto-me melhor em viajem. O Artur pediu a sua refeição com baixo teor de sódio. Claro que a comida de avião nunca é maravilhosa, mas não temos nenhuma queixa. Aliás, para comida de avião, até a podemos classificar muito bem. Viajámos com a Turkish Airlines.

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O segundo voo foi da parte da manhã e já ficámos um pouco mais à frente da asa. Houve alguma turbulência, mas nada demais. Este voo teve a duração de 4/5h e já foi num avião mais pequeno, apenas de 2 filas de 3 assentos. Dormimos durante quase todo o voo.

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Chegámos a Portugal de manhã e passámos o dia todo com a família. Foi um dia totalmente off de todo o mundo digital e tenho a dizer que foi MUITO BOM! Estávamos muito cansados e acabámos por adormecer cedo, o nosso corpo agradeceu a regularização dos sonos (finalmente!!!).

Acho curioso ter passado por aquela fase da minha vida tão medrosa e insegura. Tinha medo de andar de avião, mas de tantas outras coisas. Não me apercebi que eu fui criando essa situação com a minha mente. Eu sentia-me insegura comigo própria, eu tinha medo daquilo que os outros diziam, daquilo que os outros pensavam, de não estar à altura. A verdade é que houve um grande trabalho interno da minha parte para ultrapassar tudo aquilo que sentia. Para além de ter tido sempre o apoio constante do Artur, tive também uma pessoa linda que apareceu na minha vida “por acaso” e me ajudou a enfrentar os meus medos e a encontrar o meu caminho. Sim, eu na altura sentia-me muito perdida e talvez essa tenha sido mais um dos motivos que me levou a querer viajar. Felizmente recuperei o meu equilíbrio e apesar de não ter uma vida perfeita, tento vê-la como tal, manter uma atitude positiva e agradecer por todas as conquistas.

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